segunda-feira, junho 26, 2017

O Código de ética da magistratura não se aplica ao Min. Gilmar Mendes?

Há imunidade absoluta em suas falas fora dos autos?


Na semana passada, mais uma vez, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se envolveu em uma polêmica por conta de suas declarações, que como sempre são genéricas e acabam provocando a revolta de seus colegas e representantes do Ministério Público, além de claramente confrontarem com o que prescreve o Código de Ética da Magistratura, que, por óbvio, deve ser aplicado também aos Ministros da mais alta Corte do país. Notas das associações de Juízes e Promotores sobre essa última fala.
Ou alguém defende que sua Excelência não se enquadra na categoria de Juiz com as patentes limitações de comentários a decisões judiciais ainda em curso e fora do viés acadêmico?
Desta vez, na segunda-feira, em palestra para o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), em Pernambuco, o Ministro criticou a Operação Lava Jato, a que chamou de abusiva em suas investigações, e de ter se expandido além dos limites. No mesmo dia, em edição do Jornal do Commercio, ele declarou que o Brasil “produziu uma geringonça” e uma série de anomalias com “um Judiciário hipertrofiado, um Ministério Público hipertrofiado”, e que haveriam de pôr limites às investigações cujos propósitos são "colocar medo nas pessoas, desacreditá-las, pois"não se combate o crime cometendo crimes", completou.
As críticas à atuação do Ministério Público e do Judiciário, não foram as primeiras e apesar de não terem surpreendido muita gente – haja vista o histórico de declarações do Ministro – causou indignação principalmente em juristas e membros do MP, sobretudo por partir de um Magistrado que está julgando alguns dos acusados na Operação e muitas vezes acaba tomando partido como se fosse advogado da defesa, o que com certeza não é recomendável.
Gilmar Mendes recriminou ainda as delações premiadas durante julgamento sobre a homologação do acordo de colaboração realizado com empresários da J&F, empresa que administra o frigorífico JBS, pela Procuradoria-Geral da República (PGR): “Veja, a Procuradoria pode muito, mas pode tudo? É isso que a lei autoriza?”, questionou. Nesta, pelo menos o fez no exercício de sua atividade dentro do plenário, contudo comprovando que já firmou convicção antes mesmo de votar, o que também não é plausível.
O Presidente do TSE comentou também que juízes e procuradores não deveriam se envolver com política.
"Deus nos livre de um governo de juiz ou promotores. Os autoritarismos que vemos aí já mostram que não teríamos um governo, mas sim uma ditadura de juízes ou promotores. Nós não iríamos gerir melhor o dinheiro público. Basta ver decisão que obriga a pagar auxílio-moradia mesmo a juízes que tenham casa onde atuam. Isso custa 800 milhões por ano. Decisão que copia prática já feita no MP. Ninguém cumpre teto, só o Supremo. Vamos confiar a essas pessoas a gestão da coisa pública?”
Mesmo concordando em abstrato com a afirmação de que os juízes realmente não devem governar, isso porque indiscutivelmente não faz parte de suas atribuições constitucionais, patente que o faz de forma jocosa, logo deve ser repudiada.
Portanto, com todo respeito às opiniões e declarações de sua Excelência, não posso deixar, mais uma vez, de discordar de tais afirmações, como inclusive já fiz em outras três oportunidades e continuarei assim agindo, pois sua Excelência com tais atitudes acaba provocando imediata reação de seus colegas não só por notas, como destacado acima, bem como pessoalmente na forma que desde o começo reputei adequada, mesmo que arriscada, pois particularmente não consigo ficar calado. Textos nossos em que também mencionamos o Ministro em suas falas.
E o faço dentro de um contexto em que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Poder Judiciário estão comandando a maior operação contra a corrupção que esse país já viu. Não estamos aqui para comentar eventuais especificidades da Lava Jato e nem mesmo afirmar que não haja qualquer tipo de excesso, mas precisamos validar os esforços de todos aqueles que estão comprometidos com a transparência, honestidade e lisura na gestão da coisa pública.
Precisamos urgentemente libertar nosso país dessa Mafiocracia disfarçada de Democracia. Necessitamos retirar o país desse governo de corporações financeiras e ladrões do dinheiro público, que se acham donos do poder econômico e político, e devolvê-la ao único detentor do verdadeiro poder: o povo.
Até mesmo porque a maioria desses bandidos, nunca acreditaram que a lei seria aplicada aos mesmos e não é que está sendo, o que está empolgando nossa sociedade em relação ao futuro do país!
A cada fase da Operação Lava Jato surgem novos fatos e acusados e não podemos deixar que continue se perpetuando essa Mafiocracia através dos crimes de corrupção e da impunidade. Por isso todo apoio da população e dos órgãos e entidades brasileiros à Operação é importante, para mostrar que o povo não aguenta mais ver tantos crimes contra a República, tantos males consequências da corrupção, tanta gente morrendo nos hospitais porque o dinheiro foi desviado, tanta criança sem escola porque sequer tem professor, tanto inocente assassinado por falta de segurança nas ruas, tanto agricultor que vê o gado morrer de sede e fome e vai morrendo aos poucos no sertão abandonado por falta de investimento e tudo isso tem a ver como sabemos com a famigerada corrupção.
Por tudo isso, Ministro Gilmar Mendes, não posso concordar, mais uma vez, com a fala de Vossa Excelência. E declaro toda minha admiração, apoio e ajuda aos que trabalham não só na Operação Lava Jato, mas a todos que buscam um pais melhor tentando eliminar a corrupção nesse país e mesmo não podendo, por óbvio, afirmar que Vossa Excelência não quer o mesmo que eu quanto à eliminação da corrupção, nos preocupa as suas declarações, muitas vezes, em patente defesa de políticos que no mínimo são suspeitas e que devem ser investigados, obedecendo inclusive ao devido processo legal.
Entretanto, parece que o devido processo legal que Vossa Excelência quer de todas as formas indicar que não está sendo observado, havendo abuso de poder abstrato das autoridades que o senhor acusa deve ser diferente do que os seus colegas pensam, inclusive do próprio STF, como deixou clara até agora a posição do julgamento ainda não findo sobre a delação da JBS, logo o recomendável seria que não houvesse mais comentários como o feito e ora repudiado e sim a sua devida manifestação em votos como exercício de sua função como Membro do STF, ou o senhor excepcionalmente, em relação aos demais juízes, teria uma espécie de imunidade absoluta em sua fala?
Pensamos que não e por isso que escrevemos mais uma vez um texto mencionando sua Excelência na esperança de que, quem sabe, haja mais cautela em suas declarações, já que cada vez que o senhor fala, o Judiciário fica, no mínimo, questionado, pois não é costume dos Juízes se manifestarem, fora dos autos, em relação a processos seus ou em curso de outros colegas, daí que possíveis falas, como cidadão, que o senhor também é devem ter a limitação natural de sua função e digo isso com a experiência de quem não deixa de exercer seu direito de cidadão, também sendo Juiz, mas com uma diferença muito grande, o comedimento em relação aos próprios colegas e principalmente sem mencionar nenhum caso concreto e nem atingir ninguém, pois defendo valores e para assegurar os mesmos, exerço meu direito de manifestação.
E por fim, quando resolvi comentar a decisão do TSE na qual Vossa Excelência teve atuação destacada e para nós contraditória, ( texto sobre a referida decisão ) o fiz sabendo que posso inclusive ser processado e punido, já que mesmo usando nossa via acadêmica, não a fiz no regular exercício da cátedra, contudo foram justamente todos os seus posicionamentos anteriores e devidamente refutados a tempo e modo que nos motivou a correr tal risco, logo se eu for condenado, com certeza Vossa Excelência será primeiro e aí sim o Código de ética estará tendo validade para todos como deve ser em um país que se intitula como Constitucional Democrático de Direito.

segunda-feira, junho 05, 2017

STF avalia como guerra aberta ataque de Temer a Fachin

Aliados de Michel Temer protocolam pedido de explicação sobre relação do ministro Edson Fachin com o delator Ricardo Saud


A base aliada do presidente Michel Temer adotou a estratégia de atacar o ministro Edson Fachin, do SupremoTribunal Federal, sugerindo uma possível ligação dele com a JBS quando ainda não estava no quadro da STF. Os aliados de Temer protocolaram na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara um pedido de explicações do ministro sobre sua relação com Ricardo Saud, lobista e delator da JBS.No entanto, como destaca a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o pedido foi recebido no Supremo como sinal de 'guerra aberta'. Membros da Corte avaliam que a iniciativa é uma tentativa de intimidação e alguns sugerem que o STF analise a ofensiva dos deputados da base do presidente como forma de 'coação'.

Fachin não tem o apoio de todo o colegiado, pois uma ala do STF considera que o ministro tem excesso de individualismo e inexperiência. Segundo a publicação, o clima no Supremo está pesado e os ministros andam trocando 'farpas' nos bastidores.




A troca de Ministros e a tentativa de barrar a Lava Jato

A troca de Ministros e a tentativa de barrar a Lava Jato
Por Herval Sampaio e Joyce Morais
Não podemos afirmar peremptoriamente que a nomeação do novo Ministro da Justiça é mais uma manobra para que o Presidente se mantenha no cargo e que seja parte de uma tática para conter a evolução da Lava Jato, mas precisamos ficar atentos e o objetivo do texto é justamente esse, pois cidadania significa participação em tudo e hoje o que mais precisamos é fiscalizar as ações de autoridades que estão envolvidas em investigações de desvio de dinheiro público.
No último domingo, dia 28, o presidente Michel Temer anunciou a troca de seu Ministro da Justiça. Na ocasião, Osmar Serraglio (PMDB) que ocupava o cargo desde fevereiro de 2017 foi substituído pelo jurista Torquato Jardim, que até então comandava a pasta da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública possui competência para atuar nas causas que envolvam a defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais, política judiciária, drogas, segurança pública, Polícias Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária Federal e do Distrito Federal, bem como prevenção e repressão à lavagem de dinheiro e cooperação jurídica internacional.
Em virtude de seu campo de atuação, o Ministro da Justiça, que é responsável administrativamente pela Polícia Federal, declarou logo que assumiu que há possibilidades de alteração no comando do órgão que executa as investigações de Operações, como a Lava Jato. Torquato informou que ainda não possui nenhum parecer sobre o trabalho da PF e, portanto, irá analisar eventuais mudanças, assim como ouvirá a opinião do presidente.
No mínimo estranho, com todo respeito, ouvir a opinião de um investigado que será inclusive ouvido pela Polícia Federal esses dias, logo mesmo não defendendo que tal investigação tolha o seu patente dever de comandar a nação, não nos parece razoável e muito menos republicano, que sua Excelência seja ouvido sobre os rumos da Polícia Federal que o investiga.
Deveria sua Excelência claramente dizer ao povo que não mexerá em nada e que a investigação siga seu rumo como deve ser, com total independência e sendo cumprido os aspectos técnicos e principalmente não haja medidas administrativas de contenção de gastos além do razoável dentro de uma crise e desde já pensamos que o novo Ministro pode justamente tolher a investigação por essa via material.
A substituição, então, causou alvoroço no meio político, uma vez que o novo Ministro já ocupou os assentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e poderia ter sido nomeado para interceder junto aos ministros do deste Tribunal em favor do presidente, diante da ação que pode cassar sua chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ganhadora das eleições de 2014 cujo julgamento está marcado para o próximo dia 06 de junho, bem como no inquérito que Temer responde no STF por corrupção, formação de organização criminosa e obstrução de justiça.
Sobre tais aspectos, pensamos que o Ministro não será tão ousado e se o for, não temos dúvidas que receberá da maioria dos Ministros dos Tribunais citados, um não sonoro, pois mesmo não sendo possível afirmar que não mais existe tráfico de influência, indiscutivelmente essa prática se existente está sendo feita com muita cautela, logo o máximo que deve ocorrer são declarações como a que vimos ontem em sua coletiva que não passam de uma defesa genérica em favor do Presidente, coisa que condenamos na época que Cardozo fazia em favor de Dilma e que também condenamos agora.
Os rumores são ainda mais fortes em virtude do teor de uma conversa gravada entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e um dos donos da JBS, o delator Joesley Batista, onde o político defendeu a troca de Serraglio por achar que ele não tinha poder para influenciar (leia-se “barrar”) os trabalhos da PF na força-tarefa da Operação Lava Jato. Mais cedo, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou a Polícia Federal a interrogar o presidente por escrito que deverá em 24 horas responder às perguntas que lhes forem feitas.
Portanto, o momento nos impõe vigilância total nos passos desse novo Ministro, mesmo sem demonizá-lo!
As muitas trocas de ministros no governo Temer causaram uma séria insegurança no país, fazendo parecer que os gestores estão perdidos, sem rumo, ou o que é pior, lançando mão de estratégias para conseguirem se manter no poder a qualquer custo e isso não pode ser admitido em hipótese alguma.
Para quem não lembra, assim que assumiu o posto mais alto do Executivo brasileiro, Temer decidiu extinguir alguns Ministérios, incluindo a da Cultura que passaria a ser apenas uma secretaria e após forte pressão popular, devolveu à pasta o status de Ministério. Além disso, o presidente logo se envolveu em outra polêmica: a ausência de mulheres e negros comandando os Ministérios, e para contornar a situação, Temer optou por demitir o chefe da AGU, Fábio Medina Osório, e nomeou Grace Mendonça para seu lugar. Texto sobre nomeações anteriores
Ontem, em seu discurso de posse o Ministro disse que a operação era intocável e sinceramente esperamos que realmente sua fala não seja da boca para fora como se diz, pois não podemos admitir qualquer tipo de manobra que venha colocar em xeque uma operação que está fazendo a diferença no trato da corrupção em nosso país.
Portanto, é inadmissível que a população aceite calada todos esses indícios de tentar barrar as investigações, de tentar parar a luta contra a corrupção. Enquanto tiver uma pessoa lutando por um país mais justo para todos, a guerra não estará perdida e as próprias autoridades verão que suas ações de outrora não farão mais nenhum sentido.
Ou seja, as coisas estão mudando nesse país e a lei começa a valer para todos!
E temos, nessa toada, que lutar pelos nossos filhos, pelos nossos netos, enfim, para a futura geração, sob pena de sermos amaldiçoados eternamente por esse mal que nos assola e mata milhares de pessoas todos os dias, a famigerada corrupção, a qual entranhou em nossa vida e que tem de sair urgentemente, deixando de ser regra geral e ficando como exceção, pela nossa própria essência de ser humano e não como uma prática, que de tão corriqueira passou a ser normal para boa parte de nossa população. Uma esperança de um novo futuro
Entretanto, sabemos que ser normal corromper e não acontecer mais nada é coisa de um passado que queremos esquecer e talvez contar para nossos filhos e nunca que eles sintam as consequências que tanto sentimos e ainda vamos sentir por um tempo, contudo pode sim deixar de acontecer e tudo só depende nós e a mudança é para ontem!

quarta-feira, maio 24, 2017

A delação premiada e a ética no fundo do poço

A delao premiada e a tica no fundo do poo
Por Wagner Francesco
Um dos assuntos mais comentados dos últimos dias foi a jogada de mestre do pessoal da JBS. Eles, juntamente com a Globo e o MPF, vazaram os áudios com o Temer e o Aécio envolvidos em crimes: de pagamento de propina, de Responsabilidade e etc.
Resultado da delação: a Bolsa de São Paulo perdeu R$ 219 bilhões. O dólar explodiu. Os caras da JBS, espertamente, compraram US$ 1 bilhão na baixa e, diante da hecatombe que eles mesmos provocaram, venderam na alta, lucraram e pagaram a multa que lhes foi imposta no acordo de delação premiada.
Genial; mas imoral – mas quem disse que há moralidade nesse mundo dos negócios, não é?
A grande questão é: há ou não há uma banalização da Delação Premiada na Operação Lava-Jato? Importa lembrar quando o procurador da República, Manoel Pastana, acerca das prisões na Operação Lava Jato, chegou a dizer que “passarinho para cantar precisa estar preso”. Aí fica aquilo: passarinho para cantar precisa estar preso e tem passarinho que canta para não ser engaiolado...
Mas queiramos ou não, a delação está presente em nosso ordenamento jurídico. Sobre ela diversas leis tratam do assunto, a exemplos da lei dos crimes hediondos (lei 8072/1990); o Código Penal (CP, artigo 159, parágrafo quarto); lei de lavagem de dinheiro; lei de proteção a vítimas e a réus colaboradores (lei 9807/1999); lei antidrogas (lei 11343/2006) e lei de crime organizado (lei 12850/2013).
Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator, quando este aceita colaborar na investigação ou entregar seus companheiros.
Ela pode beneficiar o acusado com:
  • Diminuição da pena de 1/3 a 2/3;
  • Cumprimento da pena em regime semiaberto;
  • Extinção da pena;
  • Perdão Judicial.
Até aqui tudo certo, mas vamos falar primeiramente sobre a afirmação que eu fiz no começo do parágrafo acima: “delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator”. Desenhando a frase agora: é um criminoso que ajuda o Estado a cumprir o seu papel, combater o crime.
Segundo o advogado baiano Gamil Foppel,
a delação premiada é o reconhecimento da absoluta e manifesta falência do sistema investigativo estatal. [...] É dizer, utilizar-se de um criminoso para combater o próprio crime é, a um só tempo, valer-se de um meio de questionável padrão ético, confessando, ao mesmo tempo, que o estado não teve capacidade para identificar e comprovar a autoria e a materialidade de fatos puníveis.
O Estado Brasileiro, tal como em Gotham City, está em plena decadência e precisa de um Batman para combater o crime. Aqui não temos Batman, mas somos ajudados pelos próprios criminosos.
Acontece que é aqui que eu quero chegar: somos ajudados?
Não, não somos ajudados. Ajuda é coisa gratuita, pois do contrário estamos falando em onerosidade, bilateralidade, sinalagmatismo ou quaisquer outros termos bonitos assim do Direito Civil que versem sobre contratos. Sim, Delação Premiada é, antes de tudo, um contrato onde o criminoso se compromete a falar a verdade e o Estado, a retribuí-lo por isto. Aqui então, senhores e senhoras, chegamos ao fundo do poço: a verdade virou moeda de troca.
Falar a verdade é uma obrigação humana. Obrigação esta que quando não cumprida coloca toda a segurança e organização do tecido social em perigo.
Negociar a verdade? Já vi que o dinheiro pode comprar a liberdade, mas não o bom caráter. Aliás, por falar em dinheiro, é o amor a ele que é a raiz de todo o crescimento do mau caratismo na essência humana. Foi por dinheiro que os delatores que estão na mídia se corromperam...
Ainda segundo Gamil Foppel,
(a delação premiada) é medida de duvidosa moralidade (moralidade que é um dos princípios basilares do ordenamento constitucional), tendo em vista que o estado se vale da palavra de um investigado para condenar os demais e, em uma troca de concessões, propor-lhe penas mais brandas ou, até mesmo, a extinção da punibilidade pelo perdão judicial.
A delação premiada encontra seu alicerce não no arrependimento do criminoso, mas numa nova investida reprovável do cidadão que cometeu o crime para se beneficiar e se compromete a colaborar com as investigações, se for beneficiado. É o ápice da corrupção e da degradação humana.
E a coisa beira ao escárnio quando vemos que muitos estão fazendo a delação justamente para obter o perdão judicial. Mas surge a pergunta: é legal a forma como as delações que ofertam o perdão judicial estão acontecendo? Pelo menos no que diz respeito a esta delação do Joesley Batista, não.
Por que não? Porque perdão judicial só pode ser concedido por sentença ou acórdão do poder judiciário, sendo causa extintiva de punibilidade, que faz "coisa julgada material". Isto é: para que haja o perdão judicial é preciso que tenha havido, primeiro, um processo contra aquele que gozará do perdão judicial.
Ou melhor desenhando: perdão judicial não é a mesma coisa que “não oferecimento da denúncia”. Não existe em nenhum lugar, em especial da lei 12.850/13, autorização para que alguém faça delação e, sem processo contra si em tramitação, goze do perdão judicial. Além do mais, o perdão judicial é a ultima ratio, devendo, antes dela, o magistrado reduzir em até 2/3 (dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos.
É interessante o que diz a lei 9.807/99 acerca do Perdão Judicial. Segundo ela,
Art. 13. Poderá o juiz, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a consequente extinção da punibilidade ao acusado que, sendo primário, tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e o processo criminal, desde que dessa colaboração tenha resultado:
I – a identificação dos demais co-autores ou partícipes da ação criminosa;
II – a localização da vítima com a sua integridade física preservada;
III – a recuperação total ou parcial do produto do crime.
Parágrafo único. A concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiado e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso.
Veja: poderá(!) conceder o perdão judicial – sendo que a concessão do perdão judicial levará em conta a repercussão social do fato criminoso. Ora, quem duvida que o país está cansado de tanta corrupção e que não é correto vermos um empresário sucateando o Brasil, comprando político e, após uma delação onde demonstra o seu envolvimento com pagamento de propinas, ter como prêmio o direito de ir morar em Nova York?
Sabe aquela história que o crime não compensa? Pois: da forma como as delações estão sendo feitas aqui no Brasil, o crime compensa e muito. O que é lamentável.

segunda-feira, maio 22, 2017

Processo penal e show business: a influência da mídia nas decisões judiciais

Por Evinis Talon
Vivemos tempos estranhos. O vernáculo é superado pelo espetáculo, as leis são substituídas por holofotes, deixa-se de seguir a Constituição para seguir a opinião exposta no jornal ou, pior ainda, para estar no jornal do dia seguinte.
É inquestionável que há uma dupla influência da mídia em relação às decisões judiciais, sobretudo quanto aos processos criminais. É uma influência que atua em relação a uma opinião midiática passada/pretérita, mas também em relação a uma futura possibilidade de crítica ou elogio.
No que concerne à opinião passada ou pretérita, o julgador, inserido em uma comunidade, é bombardeado por opiniões de jornalistas que, muitas vezes, não possuem formação jurídica, além de ter diariamente questionada, na mídia e no seio popular, a capacidade de reduzir, por meio de suas decisões, a criminalidade e a impunidade.
No caso de crimes de colarinho branco, a mídia se dedica com maior intensidade e pede maior rigor, como se quisesse afastar o preconceito oculto que muitos têm em relação aos pobres, isto é, aquela comemoração internalizada e asquerosa que muitos têm quando pessoas com determinadas características pessoais – que não se enquadram no pretenso conceito de “cidadão de bem” – são presas.
A mídia, para não passar uma ideia de preconceito e, eventualmente, racismo, opta por evitar cobrir esses tipos de crimes e, de forma premeditada, intensifica a cobrança pela punição daqueles que respondem por crimes de colarinho branco, normalmente pessoas ricas e bem-sucedidas, como forma de defender que o Direito Penal pune todos indistintamente.
A seletividade continua, apenas diferenciando entre a seletividade oculta (pobres) e a televisionada (ricos).
Essa influência midiática no sentido de que o Direito Penal deve alcançar também – e com maior intensidade – os mais ricos chega aos órgãos do Poder Judiciário em forma de pressão, fazendo com que se questionem continuamente se é, de fato, caso de revogação da prisão preventiva de determinado empresário/político ou se, em eventual soltura, surgirão questionamentos midiáticos quanto ao Judiciário punir apenas os mais pobres.
O mesmo ocorre, evidentemente, em relação aos membros do Ministério Público.
Contudo, nada é mais odioso do que a influência “pro futuro”, ou seja, a tomada de decisões para que elas gerem uma posterior aceitação midiática/popular.
Nesse contexto, urge lembrar os casos em que é utilizado o dolo eventual quando é hipótese nítida de culpa consciente, garantindo-se o espetáculo da divulgação de um júri e da possibilidade de se alcançar penas de décadas/séculos, o que não seria possível em relação aos crimes culposos, em virtude da impossibilidade de cúmulo material (art. 70, “caput”, parte final, do Código Penal).
Em alguns casos, a mídia se revolta pelo fato de alguém ter sido preso em flagrante e posteriormente liberado, como se a mera prática de um crime justificasse o cerceamento cautelar.
Assim, é notório que a mídia influencia consideravelmente o andamento do processo penal. Mais do que isso, a mídia também influencia a consequência de um processo criminal, isto é, a execução da sanção penal imposta.
Sobre esse assunto, basta lembrarmos as críticas midiáticas quando algum apenado famoso enquadra-se em uma das hipóteses de indulto, surgindo notícias amplamente divulgadas afirmando que o Presidente da República beneficiou/perdoou determinada pessoa, como se o indulto não fosse concedido de forma coletiva.
Da mesma forma, as saídas temporárias são vigiadas de perto pela mídia, que divulga a quantidade de presos que não retornaram em determinado feriado – como forma de pressionar os Juízes da execução penal -, mas deixa de noticiar quando há o retorno integral dos apenados, pois a ressocialização não merece ser noticiada.
Os Juízes e membros do Ministério Público mais corajosos e que dignificam os seus cargos evitam ouvir esses clamores. Exercem seus cargos de acordo com a Constituição Federal. Sabem que a independência de seus cargos libera-os da necessidade de buscar consensos ou satisfazer interesses.
Ainda assim, é indubitável que as pressões midiáticas os atingem, ainda que não sejam decisivas para as suas ações.
Ao lado do respeito ao devido processo legal, o indevido processo midiático, com regras próprias e “Juízes” que decidem sem qualquer parâmetro legal, mas apenas buscando a preponderância de seus sentimentos pessoais. Devemos torcer para que essas “instâncias” sejam independentes e que a danosidade do processo midiático não tumultue o processo judicial.
As prisões não devem ser seletivas em relação a ricos ou pobres, tampouco espetacularizadas, mas sim aplicadas a quem praticou uma infração penal – seja quem for – e, quanto às prisões cautelares, àqueles que se encontram em uma situação que se amolda aos requisitos legais.

quinta-feira, maio 04, 2017

Crônica de uma liberdade anunciada


Brasília - A semana passada publiquei no Diário do Poder artigo em que dizia que o Zé Dirceu seria solto pelo Supremo Tribunal Federal. Acertei até o placar de 3X2 favorável à sua liberdade. Gente, não é adivinhação. É que o nosso STF virou o tribunal mais previsível do mundo. Portanto, vale a pena ler de novo a: ......................................................................
“Crônica de uma liberdade anunciada”
Caro leitor, fique atento. 
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, aquela que cuida dos processos da Lava Jato, começa a desmontar a operação que já botou muita gente grande na cadeia e restituiu aos cofres bilhões de reais pilhados das empresas públicas. Os primeiros sinais vieram esta semana com a liberdade de João Claudio Genu, ex-tesoureiro do PP, e do pecuarista José Carlos Bumlai, o amigo do peito de Lula, condenado a nove anos, que se envolveu no empréstimo fajuto de 12 milhões de reais com o Banco Schahin. 
Repito: fique de olho. O próximo a ganhar às ruas é o José Dirceu, que o próprio STF apontou como o chefe da quadrilha do mensalão, condenado, reincidente nos crimes de corrupção.
Não precisa ser nenhum expert para saber que a maioria dos ministros da Segunda Turma não quer mais o Zé na cadeia. Coitado!, pensam eles, com mais de 70 anos, ele não tem mais a agilidade de outrora para se envolver em outros crimes, organizar quadrilhas para roubar o dinheiro do contribuinte, formar partidos políticos que se converteram em grupos de delinquentes e nem mais a habilidade para comprar apoio de políticos para que seus comparsas se perpetuem no governo. Afinal de contas, o PT já foi defenestrado do poder.
Se for por piedade, Dirceu deveria ser julgado por um colegiado de freiras que decidiria sobre o seu destino, tirando-o da prisão direto para um convento. Mas se o julgamento for à luz da Justiça, dentro das regras da lei, Zé Dirceu ainda deverá ficar muito tempo na cadeia. Afinal de contas, é para julgar com isenção os malfeitos desses caras que o contribuinte paga os altos salários dos ministros do STF.
A apreciação do habeas-corpus do ex-ministro de Lula será feito por um colegiado de cinco ministros que compõem a Corte: Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Dois deles, Toffoli e Lewandowski são notoriamente simpatizantes petistas. 
O primeiro trabalhou com Zé quando ele foi chefe do Gabinete Civil, e o segundo teria sido indicado para o tribunal por dona Marisa, mulher do ex-presidente Lula. O terceiro, Gilmar Mendes, que seria em tese mais independente, já declarou que é contra a “prisões prolongadas”. Portanto, diante desse quadro, é bem provável que o placar favorável de 3x2 pelo julgamento do habeas-corpus finalmente tire o Zé detrás das grades.
A liberdade de Zé Dirceu já foi negada pelo então ministro Teori Zavascki em outubro do ano passado. E em fevereiro deste ano, Fachin também disse não a tramitação do habeas corpus na Corte, decisão que caiu esta semana. Em duas sentenças, Zé Dirceu foi condenado a mais de 30 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro que acolheu denúncias dos procuradores por lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. Constatou-se que o Zé, mesmo no presídio, voltou a delinquir quando recebeu dinheiro roubado da Petrobrás e de outras empresas públicas.
Fachin, o relator da Lava Jato, não quer o Zé Dirceu na rua. Ele fala da reincidência dos crimes do ex-ministro. Lembra que ele foi condenado no processo do mensalão e voltou a cometer crimes, recebendo vantagens indevidas durante a tramitação do processo. “Não se revela suficiente a substituição da prisão por medidas cautelares”, disse o magistrado.  Zé foi acusado de receber mais de R$ 48 milhões por meio de serviços de consultoria, valores que seriam oriundos de propina proveniente do esquema na Petrobras, de acordo com os procuradores da Lava Jato.

quinta-feira, abril 20, 2017

O Deputado Tiririca desabafa


Você sabe qual é o meu salário ?

Então, vamos lá:

*Deputado Federal*:
- Salário: R$ 26.700,00
- Verba Gabinete: R$ 94.300,00
- Auxílio Paletó: R$ 53.400,00
- Combustível: R$ 5.000,00
- Auxílio Moradia: R$ 22.000,00
- Passagens Aéreas: R$ 59.000
- Auxílio Saúde: R$ ilimitado
- Auxílio Educação: R$ 12.100,00
- Auxílio Aliment.: R$ 16.400,00
- Auxílio Cultural: R$ 13.400,00
- Auxílio Dentista: R$ ilimitado
- Auxílio Farmácia: R$ ilimitado
Portanto, senhores e senhoras brasileiros, este é o custo Brasil que vocês nos proporcionam.

R$ 302.300,00/mês

São 513 Deputados
R$ 155.079.900,00/mês
12 meses
R$ 1.860.958.800,00/ano

Quase 2 Bilhões só com os Deputados.

Isso só para Deputado,..... 
ainda tem Senador, Presidente e seus Ministros, etc...etc...etc...

E o Salário Mínimo do trabalhador  é de 
R$ 937,00 para sustentar a família.


Você ainda tem alguma dúvida de que o problema do Brasil não são os aposentados?

quarta-feira, abril 19, 2017

Ineptocracia

Eis um neologismo para descrever nosso modelo político. Em tradução livre:

Ineptocracia: um sistema de governo onde os menos capazes de liderar são eleitos pelos menos capazes de produzir, e onde os membros da sociedade com menos chance de se sustentar ou ser bem-sucedidos são recompensados com bens e serviços pagos pela riqueza confiscada de um número cada vez menor de produtores.

Essa definição nos remete automaticamente à descrição feita pela filósofa russa Ayn Rand:

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".
 

terça-feira, abril 18, 2017

Realizações efetivas da historia do Brasil

Podemos perceber que ora começou a orquestração da esquerda sobre os Governos Militares. A imprensa e muitas Universidades estão organizando palestras, artigos, entrevistas, sempre contando suas versões distorcidas da história. Inclusive a Rede Globo anuncia uma nova novela para tratar do tema e passar versão segundo seus interesses. Frente a isso, se faz necessário que o povo brasileiro passe a conhecer e divulgar -através dos meios de comunicação sociais- sobre as efetivas realizações dos governos militares. Não fosse a estrutura montada na época, o Brasil estaria hoje em situação muitíssimo pior. Uma das maiores realizações do período militar foi no campo da pesquisa aplicada: a EMBRAPA e o PRO-ÁLCOOL, este rebatizado espertamente hoje de etanol, para não revelar a sua verdadeira origem. Além de vencer os grupos que realizavam ataques, sequestros e assaltos, bem antes do AI 5, os militares montaram uma estrutura que  que mudou o país. Não tem como se contestar as obras realizadas, elas fazem parte da verdadeira história.

ALGUMAS REALIZAÇÕES DO GOVERNO MILITAR

- Os militares assumiram o Brasil com o 45º (quadragésimo quinto) PIB do mundo e, 21 anos depois, entregaram aos civis com o 10º (décimo) PIB mundial. 
Atualmente estamos, há anos, sob autoridade civil, e o crescimento do PIB é um dos menores do MUNDO!

- Criação de 13 milhões de empregos;

- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;

- Estruturação das grandes construtoras nacionais;

- PIB de 14%;

- Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;

- Criação da Eletrobras;

- Criação da Nuclebras e subsidiária;

- Criação da Embratel e Telebras;

- Usina Angra I e Angra II;

- Indústria aeronáutica, naval, bélica e automotiva;

- Pró-alcool (95% dos carros no país);- hoje 25% do combustível tem álcool, fora a economia proporcionada pela frota que usa o álcool.

- Construídas as maiores usinas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú;

- Exportações cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões;

- Rede Asfaltada de 3mil para 45 mil KM;

- Redução da inflação de 100% ªª para 12% ªª, sem controle do preço* e sem massacre do funcionalismo público;

- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES; - uma das maiores realizações no campo da EDUCAÇÃO!

- Cursos de mestrado e doutorado; - Também modernizou o país!

- INPS, IAPAS, DATAPREV

- FUNRURAL; - o maior programa de transferência de renda da época, pois antes dele os agricultores não tinham direito a nada!

- Programa de Merenda Escolar e Alimentação do Trabalhador;

- Criação de várias Universidades pelo Brasil: a demanda estava reprimida. Quase não havia crescimento de vagas. Com a criação de faculdades isoladas o país teve - à época - um avanço espetacular na formação superior!

- Criação do FGTS, PIS, PASEP;

- Criação da EMBRAPA: Considerada no mundo todo como uma das maiores revoluções tecnológicas ocorridas na agricultura no Sec XX!. Isso possibilitou os sucessivos superávits que ocorrem na balança comercial, sustentando o país até hoje!

- Duplicação de várias rodovias, como a Via Dutra e construção de muitas outras: Bandeirantes e Airton Senna e  Imigrantes, por exemplo.

- Criação da EBTU;

- Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza - se não fossem os militares e suas obras urbanas o país estaria paralisado hoje!

- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas - Viracopos, Salvador, Manaus);

- Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);

- Prospecção de Petróleo em grandes profundidades na bacia de Campos;

- Construção do Porto de Itaqui  no Maranhão, juntamente com o Projeto CARAJÁS, com ferrovia de 800km, que exporta para o mundo todo, sustentando a balança comercial brasileira.

- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;

- Polícia Federal - foi reformulada e ampliada.

- Código Tributário Nacional;

- Código de Mineração;

- Zona Franca de Manaus - que desenvolveu enormemente a região norte.

- IBDF Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;

- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;

- Reforma do TCU;

- Estatuto do Magistério Superior;

- INDA - Instituto de Desenvolvimento Agrário;

- Criação do banco Central (DEZ 64);

- SFH Sistema Financeiro Habitacional - que construiu milhões de casas e apartamentos para a classe pobre e média em todo país!

- BNH Banco Nacional de Habitação;

- Regulamentação do 13º salário;

- Banco da Amazônia;

- SUDAM;

- Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, habitacional, Política e Universitária;

- Ferrovia da soja;

- Rede Ferroviária ampliada de  3 mil km e remodelada para 11 mil KM;

- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW - o Brasil chegou a ser o maior construtor de navios do mundo!

- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;

- Matriculas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;

- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas) - os militares pela lei 5692/71, universalizaram o acesso das crianças no ensino fundamental, criando a obrigatoriedade de 8 anos na escola!

- Crédito Educativo - que hoje foi ampliado.

- Projeto RONDON - que depois de alguns anos abandonado, foi reativado.

- MOBRAL- foi o maior movimento de alfabetização de adultos do Sec XXI!

Repasse para que as pessoas tomem conhecimento e tirem suas próprias conclusões.




segunda-feira, abril 17, 2017

PARÁBOLA DO RATO.


 
 Certo dia, um homem entrou numa loja de antiguidades e se deparou com uma belíssima estátua de um rato.
 Bestificado com a beleza da obra de arte, ele correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor:


 - Quanto custa?


- A peça custa R$ 50 e a história do rato custa R$ 1.000.


- O quê??? Você ficou maluco? 

   Vou levar só a obra de arte.
   Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço.


À medida que ia andando, percebeu mortificado que inúmeros ratos saíam das lixeiras e bocas de lobo na rua e passaram a segui-lo.


Correndo desesperado, o homem foi até o cais do porto e atirou a peça com toda a sua força para o meio do oceano. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas se jogarem atrás e morrerem afogadas.


Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor disse:


- Veio comprar a história, não é?


 - Não, eu quero saber se você tem estátuas dos atuais políticos brasileiros.


 
ISSO É UMA CORRENTE.
SE VOCÊ NÃO REPASSAR VÁRIOS DELES PODERÃO SER RE-ELEITOS NA PRÓXIMA ELEIÇÃO.