segunda-feira, dezembro 10, 2012

A CULPA É NOSSA





Nossos representantes no Congresso não querem uma reforma eleitoral de 
verdade porque se beneficiam do atual sistema: os elegemos, pagamos a conta
e eles racham o butim. 

OPINIÃO - NELSON MOTTA
O GLOBO

Todo político flagrado com a mão na massa de dinheiro sujo tem sempre a mesma 
resposta: a culpa é do sistema eleitoral. É como se eles fossem obrigados a agir contra
seus princípios para não ficar em desvantagem com os adversários. Porque os políticos
dependem das empresas que financiam as campanhas e, naturalmente, esperam 
retorno para seus investimentos. Agora eles se apresentam, como fez o incrível José 
Roberto Arruda, como vítimas de um sistema eleitoral perverso.

A única solução para acabar com a corrupção eleitoral e o caixa dois, eles clamam, é o financiamento público das campanhas. Não contentes em já abocanharem fundos 
partidários milionários bancados com dinheiro público e de desfrutarem do valioso 
tempodo horário eleitoral “gratuito”, mas pago pelo contribuinte às emissoras de rádio
e TV, ainda acham pouco. Sob o pretexto de democratizar a disputa, querem que todas
as despesas das campanhas sejam pagas por nós - e distribuídas pelos critérios deles.

Nossos representantes no Congresso não querem uma reforma eleitoral de verdade 
porque se beneficiam do atual sistema. Ninguém quer perder nada do que já tem e 
todos querem ganhar em cima dos outros. Como a culpa é nossa, porque os elegemos, 
pagamos a conta e eles racham o butim.

Basta ver o que eles fazem com as verbas de gabinete na Câmara e no Senado, com 
suas manadas de assessores e cupinchas, seus gastos em publicidade, suas viagens, 
suas lambanças na vida pública e na privada.

Quem vai acreditar que esse pessoal não vai mais usar dinheiro ilegal em suas 
campanhas? Só o medo do Supremo Tribunal Federal não vai desencorajá-los.

O insuspeito ministro Dias Toffoli, que durante anos atuou no PT e em campanhas 
eleitorais, apresentou uma boa solução, com sólidos argumentos: simplesmente proibir
 doações de pessoas juridicas para campanhas eleitorais. Porque empresa não vota ! 
Os eleitores são os cidadãos, as pessoas fisicas, os individuos, que tem seus 
candidatos,partidos e interesses, então cabe a eles contribuir para as campanhas, 
dentro de rigidos limites individuais que impeçam abusos do poder economico.

NELSON MOTTA é jornalista

...às custas dos eleitores...



VAMOS ESPALHAR PELO MUNDO AFORA
 
A mulher da foto é Nice Lobão (e o seu pote de ouro)
 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiB923SB9ubDVRF1S9EZnIghdhZLsL1NwC6avawQnxXh38w2cKsKx2YrEAbTBGJ1dBrZDofdGNWMbT_5dI6YW-iusN_h7K8T3Ktr4Pgm_GeNex2b4l-j3dJi2aQ0TAnMEYX8Nwv8ullGFU/s400/nice-lobinha.jpg
Essa bela e sorridente senhora da foto é a Deputada Nice Lobão. 
Nada mais do que a mulher do senador e ministro das Minas e Energia Edson Lobão e mãe do Senador Lobão Filho. Ela faz parte dessa alcatéia maranhense que tomou de assalto o Planalto Central. 
 
Tirou nada menos do que 82 licenças médicas, só no ano de 2011, e dos 101 dias trabalhados na Câmara ela apareceu somente em 19. Mesmo licenciada e afastada,continua recebendo seus vencimentos em média de R$ 100.000,00 ao mês e mais R$ 470.000,00 em verbas diversas.
 
Uma bolada anual de R$ 1.670.000,00 para quem trabalhou, efetivamente, 19 dias em 2011. Ou o equivalente a  R$ 88.000,00 por dia trabalhado.

Se ela é tão enferma assim, que renuncie ao seu mandato e vá cuidar de sua saúde. 
 
A família Lobão está fazendo seu pé de meia, pé de calças, pé de camisas, pé de vestidos finos, pé de jóias, etc, às custas dos eleitores. E a imoralidade, a farra com o dinheiro público e a bandalheira continuam correndo soltas no país do futebol.
 
Da maneira que vai o Brasil não aguenta o repuxo sem quebrar a banca com o que se desvia, se rouba, se superfatura e o que se paga em salários exorbitantes para político vagabundo fazer de conta que trabalha é uma imoralidade. E com a situação econômica mundial em bancarrota, esta podridão política não segura o rojão, o país vai mesmo quebrar. Quebrar para nós, nos nossos bolsos, pobres mortais que somos e que, com nossos suados impostos, sustentamos essa corja de políticos enganadores, ladrões e safados. 
 
E OS APOSENTADOS QUE SE "FERREM" COM A MERRECA DE SEU SALÁRIO MÍNIMO MENSAL E QUE VÃO MORRER "INTERNADOS" NO CHÃO DOS CORREDORES DOS IMUNDOS HOSPITAIS PÚBLICOS.

domingo, dezembro 09, 2012

A CAMINHO DA PRISÃO?


REVISTA ISTO É N° Edição: 2240 |

Cúpula do PT é condenada por corrupção no mensalão e especialistas
ouvidos por ISTOÉ dizem quais condenados devem ir para a cadeia 

Josie Jeronimo 


DESTINO Tremembé 
Os réus paulistas do mensalão, como José Dirceu e João Paulo Cunha, poderão cumprir 
pena no Complexo Penitenciário de Tremembé

Durante o julgamento do mensalão, na última semana, os ministros do STF condenaram o
ex-ministro José Dirceu por corrupção ativa. A corte concluiu que Dirceu comandou de dentro
do Palácio do Planalto um esquema de compra de apoio político no Congresso. O STF selou
ainda o destino de outros dois réus do PT: José Genoino, ex-presidente do partido, e Delúbio
Soares, ex-tesoureiro, também considerados culpados por corrupção. Nas próximas semanas,
após encerrar a votação, os ministros passarão para a fase chamada de dosimetria, quando 
são estabelecidas as penas dos réus. Juristas esperam nova polêmica nessa parte do 
julgamento, pois a corte ainda não decidiu se um magistrado que votou pela absolvição 
poderá opinar sobre a punição do réu. De qualquer forma, já é possível fazer uma previsão 
sobre a pena que caberá a cada um dos pelo menos 25 condenados. Especialistas em direito
penal e magistrados ouvidos por ISTOÉ estipulam que o ex-ministro José Dirceu e o 
ex-tesoureiro Delúbio Soares pegarão cinco anos de prisão em regime semiaberto. A pena, se
confirmada, os obrigará a se apresentar todas as noites em uma penitenciária. 



Para se chegar a esse cálculo, foi levado em consideração o critério da aplicação de penas 
brandas para réus primários. Do contrário, a punição dos dois ficaria em pelo menos oito anos,
o que determinaria o regime fechado. Mas, apesar dessa projeção, o regime fechado não 
pode ser totalmente descartado. Existe a possibilidade de os magistrados do Supremo levarem
a punição ao teto da pena prevista para o crime de corrupção ativa, que é de 12 anos. Outra 
hipótese de majoração da pena é se Dirceu for condenado na próxima semana por formação 
de quadrilha. “Nada pode ser descartado, mas os ministros estão mais preocupados em 
condenar do que em estabelecer grandes penas. O semiaberto dá uma expedição de 
mandado de prisão, o que para a sociedade já é um símbolo de punição”, resume Romualdo 
Sanches Calvo, presidente da Academia Paulista de Direito Criminal.



Por ser de São Paulo, a tendência é que Dirceu – condenado a regime semiaberto ou fechado
 – cumpra a sentença no Complexo Penitenciário de Tremembé, que recolhe Alexandre 
Nardoni, Elize Matsunaga e Pimenta Neves. O presídio do Vale do Paraíba, a 140 quilômetros 
de São Paulo, é a única instituição do Estado que cumpre os requisitos necessários para 
abrigar réus como os do mensalão. É lá que a Secretaria de Administração Penitenciária 
coloca presos envolvidos em crimes de grande repercussão, que poderiam ter a vida 
ameaçada se tivessem que conviver com detentos comuns. 


CONDENADO
Valdemar Costa Neto deve receber pena de nove anos

Quem também pode engrossar a lista dos detidos em Tremembé são os deputados João Paulo
Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). De acordo com o especialista em direito 
penal Tiago Ivo Odon, membro da comissão de juristas que analisam a reforma do Código 
Penal, os dois devem receber pena de pelo menos nove anos. Dos réus paulistas, o 
ex-presidente do PT José Genoino é o que tem mais chances de se livrar da penitenciária e 
cumprir pena alternativa, de pagamento de multa ou prestação de serviços à sociedade. 
Já a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), poderá ser o destino de oito réus 
mineiros do mensalão condenados por crimes que somam mais de oito anos de pena. Entre 
eles está o publicitário Marcos Valério, que será condenado a pelo menos 12 anos de prisão, 
segundo penalistas. Lá, o preso mais célebre é Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, 
acusado de assassinato. 




Fotos: Marcio Fernandes/AE; Sérgio Lima/Folha Imagem; NILTON FUKUDA/AE