quinta-feira, agosto 23, 2012

Os colégios militares e o Ideb/2011-2012


Colégio Militar de Curitiba é o melhor do Paraná.

Colégio Militar de Salvador é o melhor da Bahia.

Colégio Militar de Campo Grande tem a melhor nota do Ideb no MS.

O Colégio Militar de Belo Horizonte (CMBH) tem a melhor nota do Ideb em Minas Gerais. 

Colégio Militar de Juiz de Fora ficou em 5º lugar em Minas Gerais Ideb: 6,4.

Colégio Militar de Manaus é o 2º no Estado do Amazonas, e o 1º lugar é uma escola da zona rural que fica a 326 km da capital!!! 

O Colégio Militar de Fortaleza  tem a melhor nota do Ideb no Ceará: 6,8. 

Colégio Militar de Santa Maria – (Santa Maria) Ideb: 6,8 -1º no Rio Grande do Sul!

Colégio Militar de Porto Alegre – (Porto Alegre) Ideb: 6,6 – 3º no Rio Grande do Sul!

Colégio Militar de Brasília (CMB) tem a melhor nota do Ideb no Distrito Federal: 6,7.

Colégio Militar do Rio de Janeiro ficou em 10º no Rio: 6,4.


Em Pernambuco, o ranking do Ideb para a 8ª série do Ensino Fundamental tem 1.362 escolas, entre públicas e privadas. Em primeiro lugar na lista do estado está o Colégio de Aplicação, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que também é o primeiro lugar da lista geral do país dentro da categoria dos anos finais (5ª a 8ª série), com grau 8,1.

O Colégio Militar do Recife ficou em 3º lugar em Pernambuco.

“Nós somos um conjunto de 12 colégios no Brasil com a proposta de formar o cidadão de acordo com os princípios, os valores do Exército. É uma formação integral, não só no aspecto cognitivo, mas também psicomotor, cultural e afetivo. Isso envolve muitas coisas, não só ministrar aulas”. 

 E eles querem acabar com os Colégio Militares...

quarta-feira, agosto 22, 2012

O OUTRO "FINANCIAMENTO PÚBLICO"




ZERO HORA 22 de agosto de 2012 | N° 17169. ARTIGOS

José Figueiredo, administrador de empresas

As discussões sobre financiamento público de campanhas omitem algo visível (ou nem 
tanto, porque inclui fantasmas) e monetariamente mensurável: são os cabos eleitorais 
travestidos de “assessores”, ocupando cargos pagos pelo erário, de interesse exclusivo 
do político empregador e fins estritamente eleitorais. Temos nisso um oneroso 
“financiamento público de campanha” já em prática. A imprensa, fazendo sua parte, tem 
dado luz a algumas dessas distorções. Nós, cidadãos brasileiros, culturalmente cada vez
mais desprovidos da saudável capacidade da indignação, nem repercutimos muito tais 
fatos. Os chamados CCs, ainda que existam os que atuam com competência e dedicação,
seguem como moeda de troca política e continuam vistos pela população e pelos servidores
efetivos, paradoxalmente, com extrema desconfiança. E, a prática demonstra, esses cargos,
em vez de ocupados por profissionais, são na maioria das vezes entregues a políticos 
perdedores de eleições ou cabos eleitorais vocacionados, que nem sempre têm a obrigação
de comparecer à repartição ou de residir no domicílio do empregador.

Mais recentemente, o presidente da Câmara anunciou a elevação de R$ 60 mil para R$ 78 
mil da verba que cada deputado federal, e são 513, disporá para contratar e manter a seu 
serviço 25 funcionários, seja em seus gabinetes em Brasília, seja nos Estados de origem. 
Mas agora, em época de eleições, é comum eles serem vistos em sinais de trânsito 
garimpando votos, participando de reuniões em comitês, além de dar quórum a comícios e
eventos afins. Sabe-se que só no governo federal existem 22 mil cargos dessa natureza. 
O governo brasileiro mantém assessores demais, não é transparente ao selecioná-los e 
tampouco avalia de forma adequada seu desempenho. Este é o quadro crítico traçado por 
um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os cargos de livre nomeação em todas as 5.564 prefeituras e Câmaras Municipais 
brasileiras aumentaram de 380.629 para 422.831 e, se mantida a média anual de criação 
de 42 mil novos cargos, o número final deve passar dos 700 mil. Os dados ainda apontam 
para 150 mil funcionários não concursados nomeados nos Estados, incluindo os 
Legislativos.
Se, em um exercício singelo, estabelecermos que a metade desse contingente trabalha, 
quando trabalha, em prol de seu empregador-candidato e não dos interesses públicos, 
serão 425 mil cabos eleitorais remunerados por nós, e não só em época de campanha. 
Vamos estabelecer, modestamente, a média salarial de R$ 2 mil mensais para cada um – 
considerando que, em nível federal, os cargos de Direção e Assessoramento Superior 
(DAS) partem de R$ 2.115 na DAS1 até R$ 11.179, na DAS6 – e teremos R$ 850 milhões 
a cada mês. Ou, na saudável prática de anualizar despesas, R$ 10,2 bilhões. Isto é, 
financiamento público de campanha já existe e arde em nosso bolso!

domingo, agosto 19, 2012

AULA DE DIREITO


Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Como te chamas?
- Chamo-me João, senhor.
- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.
João estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estávamos assustados e indignados porém ninguem falou nada.
- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...
Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
-Para cumpri-las.
- Não!
-Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou tímidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso... para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:
- Parasalvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferençar o certo do errado...  Para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém... respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar João da sala de aula?...
Todos ficamos calados, ninguem respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não!! - respondemos todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
-Sim!!!
- E por que ninguem fez nada a respeito? 
 Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?
- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
- Vá buscar o João - disse, olhando-me fixamente.

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito. Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.